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Dois anos depois, já com uma filha, Octavio foi
nomeado para a Embaixada do Brasil em Washington. Ficaram três anos e meio
naquela linda cidade e com freqüência viajavam para Nova Iorque, onde estava o
pai de Octavio, Jaquito, também diplomata, como Cônsul Geral do Brasil naquela
cidade. Foi em Washington que nasceu seu segundo filho, Luiz Octavio.
Em dezembro de 1953, foram removidos para Munique,
na Alemanha, ainda ocupada pelos Aliados. Foi lá que nasceu em junho, Maria
Júlia, infelizmente com hidrocefalia, doença ainda ignorada e congênita. A
doutora alemã recomendou que Maria Júlia deveria ser atendida na cidade de
Boston, nos Estados Unidos, onde havia maiores recursos e novos conhecimentos
sobre o assunto. Pepa e Maria Júlia, então com quatro meses, partiram via Paris
para Nova Iorque ao encontro de sua sogra. A viagem decorria muito bem naquele
magnífico avião da Air France, quando nas proximidades da chegada, começou o
drama. Estavam envoltos no tufão Edna. Com a graça de D’us, piloto conseguiu
sobrevoar mais algum tempo, descarregando a gasolina para poder aterrissar em
campo raso. Sofreram quatro choques violentos, até que o avião estancou numa
fazenda no estado de Connecticut. Exceto um senhor, todos se salvaram, alguns
com ferimentos e queimaduras.
Resumindo, foi uma longa historia que durou 44
anos de vida diplomática, em muitos postos, algumas vindas ao Brasil nas férias,
até que Octavio se aposentou, dando final a tantas idas e vindas pelos mares
afora. Foi em São Francisco na Califórnia que nasceu a quarta filha, Maria
Helena. A mais nova de todas, assim como a primeira, nasceu no Rio de Janeiro,
tendo sido escolhido o nome de Maria Inês. Atualmente Pepa vive feliz no Rio de
Janeiro, fazendo vez por outra uma viagem a Recife para visitar sua irmã,
agradecida a Deus pela família que formou e pelos nove adoráveis netos que tem.
Miriam Berenguer Nagy
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