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Maria conheceu László, que viria a ser seu segundo marido, em 1943, num
chá-das-cinco num famoso hotel, por onde ele passou, de volta do campo de
trabalhos forçados.
Eles se casaram em 1945. Foi uma casamento bonito e especial, com um belo
almoço. Foi no Templo de Budapeste.
Vieram para o Brasil por causa do comunismo, na época da Revolução de ’56,
quando finalmente puderam sair. Tiveram que deixar lá quase todos os seus
pertences de modo que tiveram que recomeçar a vida e os negócios.
No
início encontraram muitas dificuldades, pois chegaram sem nada, sem ajuda e sem
dinheiro.
Alugaram um apartamento (quase embaixo da montanha), muito pequeno. Depois se
mudaram para apartamentos pouco maiores, sempre em Copacabana. Começaram a
trabalhar, ela como manicura, depois fazendo doces e bolos para fora, e ele,
como joalheiro e vendedor de tintas. Aos poucos foram crescendo e Maria começou
a vender jóias.
Seu filho, Gábor, que nascera na Hungria, recebeu uma ótima educação. Na Hungria
freqüentou o colégio somente 1 ano e quando veio para o Brasil, entrou para o
colégio Barilan, onde estudou por 8 anos. Foi lá que realizou inclusive o seu
Bar-Mitzvah,num ambiente muito alegre e festivo.
Miriam Berenguer Nagy
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