GENEALOGIA DA FAMÍLIA BERENGUER CÉSAR

Levantamento histórico da genealogia, evolução e distribuição de tradicionais famílias brasileiras, com origem européia.

 

GÁBOR PETER NAGY

         Nasceu em Budapeste, Hungria, em 3 de março de 1950. considerando a difícil situação de toda a Europa no ainda Pós-Guerra e o duro regime que os comunistas impuseram aos países libertados do nazismo, seus pais procuraram lhe assegurar uma infância confortável e feliz.

         Desde neném, esteve sempre em contato com a Natureza. Com 1 mês de idade, seu pai se acidentou (de motocicleta) gravemente, passando 6 meses hospitalizado. Nesse tempo, sua mãe, visitando o marido, o levava todo dia para tomar ar puro no pátio do hospital. Com um ano e meio, já passeava (e até remava) no Danúbio, o grande rio que corta Budapeste ao meio. No verão, quase todo fim-de-semana a família fazia piquenique em alguma ilha ou então ia passear nas montanhas. No inverno, quando as montanhas ficavam cheias de neve, descia as ladeiras brancas e geladas de trenó ou esqui. Aos 5 anos já freqüentava o ringue de patinação.

         Suas mais bonitas lembranças dessa época se ligam aos passeios “esportivos” que fazia com o pai: quando quase embarcou num planador, quando foi velejar no Balaton (um grande lago, o maior da Europa), a primeira vez que foi a um estádio de futebol, assistiu campeonatos de aeromodelismo e até foi ver boxe.

      

 

 

Família Berenguer

Textos de Miriam Berenguer Nagy

 

Beatriz Berenguer Nagy

Gabor Peter Nagy

Maria Guth Nagy

Miriam Berenguer Nagy

Pepa Berenguer Cesar

  FOTOS

Agostinho Cesar Berenguer
Ambrósio Berenguer
Antonio de Bittencourt Berenguer Cesar
Christovão Berenguer
Diogo Antonio de Bittencourt Berenguer Cesar
Gaspar Berenguer de Andrada
Heitor Nunes Berenguer
Heitor Nunes Berenguer
Jacome Baggi de Berenguer Cesar
Jose Cesar de Berenguer Bittencourt
Jose de França Berenguer
Jose de Menezes Berenguer
Julio Cesar de Berenguer Bittencourt
Leonor de Bittencourt Berenguer Cesar
Luiz Jose Afflalo Berenguer
Pedro Berenguer de Liminhana

         Aos 5 entrou numa escola de ginástica e no jardim de infância; com 6 anos, no primeiro primário. No final de 1956 estourou a Revolução Húngara e para se protegerem do tiroteio e das bombas, a família se refugiou num esconderijo subterrâneo. Por sorte, era o deposito de uma editora de livros infantis, de modo que Gábor pôde ler muitos livros lindos e tudo de graça.

         Em 1957, a família resolveu emigrar para o Brasil, por causa da situação do pais, para experimentar a vida numa terra nova. Vieram juntos sua mãe, seu pai e os avós paternos. A viagem começou de trem por Viena, depois para Gênova, na Itália. Atravessaram os Alpes no meio de paisagem magnífica e dezenas de túneis. Lá embarcaram num grande navio e chegaram ao Rio de Janeiro em 16 de agosto.

         Logo Gábor entrou numa escola, onde não entendia uma palavra, porque não falava português. Então ensinava aos colegas desenhar elefantes (sem nunca ter visto algum). Depois foi para o colégio Barilan, onde estudou até a quarta série ginasial, em 1965. Lá aprendeu com os amigos e professores a língua, além do hebraico, e tomou consciência da sua identidade.

         Seguiram-se 1 ano de Escola Técnica, 1 ano de Yeshivá, em Petrópolis (onde obteve após os anos de Barilan o embasamento judaico que muito presa), o 3º Científico e o Vestibular. Como estava bem preparado, entrou direto na Faculdade, para cursar Engenharia Mecânica na PUC-RJ.

         Infelizmente, em 1972 sofreu um acidente muito grave, de modo que após difícil e lenta recuperação, só pôde voltar 1 ano depois aos estudos. Formou-se Engenheiro em 1975, já trabalhando. Depois de alguns estágios entrou na Nuclebras, fez pós-graduação em Engenharia Nuclear e se transferiu depois para o IEN, fazendo pesquisa. Trocou de emprego e profissão em 1987, quando fez um curso de Analista de Sistemas pela Petrobrás, onde foi efetivado no ano seguinte e lá trabalha até hoje.

         No meio disso tudo casou com Beatriz em 1976, nasceu seu primeiro filho Samuel em 78, estagiou na Alemanha em 80, quando visitou Israel pela primeira vez e sua cidade natal, Budapeste. Em 82 nasceu sua filha Miriam. Até aqui já mudou 11 vezes de endereço no Brasil, 5 vezes só desde que se casou, sempre por necessidades da momento.

         Gosta de tudo que faz bem à alma e à mente: boa música, esportes (que hoje só assiste), jogos inteligentes, xadrez em especial, humor, matemática, ciências, boa leitura, cultura, ar livre e muito mais, mas sobretudo o convívio com a família.

Miriam Berenguer Nagy

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